21.8.13

Por Espanha... Segóvia e Ávila


No quarto dia de viagem, atravessámos bem cedo a montanha a norte da província de Madrid em direção a Segóvia e depois Ávila. O dia adivinhava-se desafiante: duas cidades tão interessantes, com tanto para ver, e apenas algumas horas disponíveis para o passeio.
Mas o nosso guia tinha as coisas controladas. Excelente profissional! Sabia tudo sobre as cidades, a sua história e mais um par de botas!

Segóvia que habitualmente é fresquinha pela manhã, quando chegámos já estava a aquecer. Linda a primeira imagem da cidade: o seu aqueduto com 2000 anos e o mais bem preservado da Península Ibérica deixa qualquer um do boca aberta. Paragem obrigatória para fotos e atualização do facebook.

É impossível ficar indiferente a Segóvia, organizada dentro de muralhas e localizada num promontório, conquista qualquer conquistador. Os edifícios são magníficos exibindo orgulhosamente as suas fachadas esgrafiadas (sabem o que é? Pois eu não sabia, mas o nosso querido guia explicou: o esgrafiado é uma técnica decorativa que faz incisões nas paredes dos edifícios). Sempre a aprender coisas novas.

Foi nesta cidade, precisamente no dia do meu aniversário (13 de dezembro), mas uns aninhos antes que Isabel, a Católica, foi coroada Rainha de Castela. Foi, também nesta cidade que se construiu a última catedral gótica de Espanha e onde me deslumbrei com a Casa dos Bicos, com a Igreja de São Miguel, com a Praça Maior (há sempre uma em qualquer cidade espanhola), e com o Alcázar… que dizia o nosso guia, e muito bem, parecia o castelo da Disney.

Lá está, ainda assim ficou muito para ver, mas o almoço já esperava por nós. E para abrir o apetite, uma sopa de Castela servida em Tigela de Barro… não amei.

Já com a barriguinha cheia, seguimos para Ávila, cidade berço de Santa Teresa de Ávila e um dos principais destinos turísticos, graças à sua história, património e importância religiosa (é um dos centros espirituais de Espanha).

A visão da cidade totalmente rodeada de muralhas desarma qualquer um! São as muralhas medievais mais bem preservadas da Europa e têm mais de 2 km. E ao contrário de Segóvia, aqui encontra-se a primeira construção do Gótico, a Catedral de Ávila. É um local cheio de igrejas e conventos, pudesse eu ter entrado em todos! Mas visitei o Convento de Santa Teresa, que foi erguido exatamente no local onde existia a casa que a viu nascer. Depois passeámos pelas ruas tentando captar o ambiente, debaixo de um sol que queimava a pele. A última recordação que trouxe da cidade foi o sabor do seu doce tradicional – Gemas de Ávila – carinhosamente oferecidas pelo nosso guia!

E à medida que o autocarro seguia para Salamanca… já a melancolia tomava de assalto o meu coração. A viagem estava quase a terminar.





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